They’re back!

Deste lado já se contam os dias para o regresso de Mad Men. Após um ano e meio de ausência (a ressaca, meu deus, a ressaca!), podemo-nos deixar de paliativos como Pan Am e Call the Midwife. Don Draper e os rapazes (e a Peggy. E a Joan) voltam para nos fazer felizes. Aqui está o primeiro teaser da nova temporada que estreia a 25 de Março, na AMC.

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Awake – preview

Ainda não sei o que pensar depois de ter visto o preview de sete minutos da nova série da NBC, Awake.

Ora bem, um drama sobre um detective que sobrevive a um acidente de carro e que se vê dividido entre duas realidades – numa a mulher morreu e noutra o filho – não terá grande apelo. Além do mais, uma outra série sobre realidades alternativas, é de deixar os pêlos do braço eriçados. Felizmente, a NBC deixa-nos dar uma espreitadela e após sete minutos de Awake, a curiosidade vai fazer com que, no dia 1 de Março, não deixe de ver esta série.

Em primeiro lugar porque parece que Jason Isaacs é suficientemente subtil no papel do Detective Michael Britten para que consigamos acreditar nas duas realidades paralelas e credível o suficiente para que também nós não consigamos distinguir qual delas (se é que alguma delas) é a verdadeira.

 

oh… just die already…

Tinha as séries todas em atraso, daí a ausência mas agora que retomei o ritmo (quase) normal, não podia deixar de tirar cinco minutos para ter uma conversa séria com duas das minhas séries de eleição: House e How I Met Your Mother.

Quanto ao House, já se sabe que esta temporada, a oitava, será a última. E ALELUIA para isso! Não há nada pior do que uma série requentada que já não traz nada de novo. Se tivéssemos ficado no fim da sétima, com o carro do House na sala de estar da Cuddy, seria um final surpreendente e, ao mesmo tempo, característico da personagem. Assim, estamos ali a sofrer, semana após semana, já sem qualquer tensão no ar, sem qualquer entusiasmo quanto aos casos que aparecem nem quanto à equipa (quanto a mim, a pior equipa de diagnóstico de todas as temporadas da série). Nem os casos são interessantes nem as situações.

Ao contrário do que os produtores dizem: “por que não ir embora antes de a música parar, enquanto ainda há uma certa mística no ar?”, a verdade é que esta festa já acabou e só  continuamos a ver os episódios porque toda a gente sabe que só se sai da festa quando a bebida acaba. Mesmo que o alcóol já tenha terminado…

Outra festa que já azedou, apesar do (re)começo prometedor, foi o How I Met Your Mother. O suspense à volta do casamento do Barney foi-se diluindo e é uma história que não só não teve desenvolvimento como ainda ninguém sabe com quem é o casamento e se se realiza ou não. Se há série que está sem rumo e a tentar “fazer render o peixe”, é esta. Não há nenhum desenvolvimento relevante de episódio para episódio e a recente reviravolta na relação entre a Robin e o Ted fez-me revirar os olhos e pensar “oh não… isto de novo!?”. Na sétima temporada começo a pensar se algum dia ficaremos a saber como raio o Ted conheceu a mulher…

Das duas uma: ou os próximos episódios trazem alguma coisa de novo ou esta será uma temporada para esquecer…

Tease me (3 exemplos)

Só para abrir o apetite, já andam por aí os teasers da segunda temporada do Game of Thrones (que regressa a 1 de Abril), dos Bórgia (a 8 do mesmo mês) e da quinta temporada de True Blood (essa mais lá para o Verão).

Série do mês: Sherlock (revisited)

No mês em que estreia, em Portugal, a sequela do filme Sherlock Holmes, a BBC oferece-nos a segunda temporada da mais brilhante adaptação e actualização das histórias do detective de Sir Arthur Conan Doyle, pela mão de Steven Moffat e Mark Gatiss.

Sherlock oferece-nos um detective do século XXI. A série, que começou em 2009 na televisão pública britânica, tem curtas temporadas de três episódios. Para compensar, cada episódio tem 90 minutos, uma duração invulgar para uma série, ainda que se esgote em três curtas semanas. A segunda temporada, emitida durante o mês de Janeiro, terminou com o épico episódio “The Reichenbach Fall”. Quem é fã dos livros, saberá que Conan Doyle tentou matar Sherlock Holmes nas cataratas suíças. Digo “tentou” porque a pressão do público fez com que o escritor fosse obrigado a “ressuscitar” o detective.

Quanto à série, o terceiro episódio termina com (e sim, isto é um spoiler) o suicídio de Sherlock. Mais complicado do que atirar-se de uma catarata, o Sherlock de Moffat atira-se do topo de um prédio e aterra no passeio. Claro que o herói nunca pode morrer nestas coisas e Sherlock espreita por entre as pedras tumulares do cemitério onde supostamente está enterrado, nos últimos segundos do episódio. A grande questão agora é: como é que Sherlock conseguiu fingir a sua própria morte?! Os fóruns na internet e os jornais ingleses discutem as várias teorias mas os criadores da série já vieram dizer que as pistas estão no episódio.

Sherlock merece o título de “Série do mês” pelos seus diálogos – inteligentes, rápidos e cheios de ironia e sarcasmo – e  pela adaptação e, especialmente, pela actualização dos enredos aos tempos modernos. Hoje em dia é difícil vermos uma série onde mecanismos como a internet, os smartphones e a tecnologia actual funcionem tão bem e tão organicamente como em Sherlock. Um email, um blog ou uma app não são um artifício mas uma parte essencial e natural da série. E o mais impressionante é que este Sherlock do século XXI continua sem precisar dessas tecnologias para ser brilhante e desvendar os casos.

Porquê?!

Este blog começa para responder à questão que me fazem recorrentemente: “o que é que andas a ver?”, geralmente acompanhada pela pergunta seguinte: “o que é que anda aí que valha a pena ver?”.

Portanto, e sem grandes pretensões, aqui começa o blog de alguém que sofre efeitos de ressaca com o fim das séries/pausas na programação e que não sai de casa sem primeiro consultar a programação da tv.